O Vício de Amor romance Capítulo 63

Matheus manteve sua cabeça baixa e estava em silêncio.

Natália franziu a sobrancelha.

- Explique-me.

Matheus disse, puxando seus dedos:

- Ele intimidou a mamãe e eu vou lhe dar uma lição.

Natália continuou franzindo sua testa. Ele tinha enfatizado que Jorge a estava intimidando.

De repente, os olhos de Natália se abriram mais. Ele tinha visto Jorge a beijando à força?

- Teteu...

Natália não fazia a mínima ideia de como explicar.

Matheus, por outro lado, bateu com firmeza em seu peito e disse:

- Mamãe, embora Mariana e eu não tenhamos um pai, eu sou o homem da casa, eu protejo você.

De súbito, Natália apercebeu-se que ela tinha ignorado de propósito algo que seu filho acabou de dizer, que ele não tinha pai.

Ela não queria falar sobre isso.

Ela pensava que os amava muito, muito o suficiente para compensar por não terem um pai.

Mas, de repente, seu filho tocou no assunto.

Ela sentiu uma dor sufocante em seu coração.

Ela abraçou seu filho e beijou seu cabelo. Embora ele fosse muito inteligente, na verdade, tinha apenas cinco anos de idade, era apenas uma criança.

Mas suas palavras foram todas sobre como proteger sua mãe.

Acariciava as costas de seu filho, dizendo:

- Deve ser a mamãe quem te protege...

Matheus balançou a cabeça, discordou da mãe:

- Deveria ser os homens protegendo as mulheres, eu sou um homem e eu te protejo.

Natália olhou para seu filho, sem palavras. Quantos anos ele tinha, como ele poderia ser tão machista?

- Quem lhe ensinou isso? - Natália perguntou, com a testa franzida.

Matheus piscou seus grandes olhos, pensou por dois segundos.

- Prof. Júlio.

Natália levou seu filho para o banho, pensando se ela deveria falar com o professor dele.

Era apropriado falar com uma criança tão pequena sobre isso?

- Mamãe, na verdade Júlio é muito bonito e me trata bem...

- Pare com isso! - Natália interrompeu seu filho, como poderia esta criança pequena ter uma mente tão complexa?

Matheus murmurou:

- Você não pensa em si mesma, eu tenho que pensar por você.

Natália o colocou na água, disse desamparadamente:

- Não se meta mais nos negócios de adultos.

- Por quê?

- Não há razão, a decisão é minha, acho que Prof. Júlio lhe ensinou a ouvir sua mãe, certo?

Matheus curvou-se e acenou com a cabeça. Júlio tinha dito que as crianças deveriam ouvir os adultos.

E que a mamãe tinha trabalhado muito para poder sustentar ele e sua irmã.

Que ele não deveria preocupar a mamãe.

Talvez se ele tivesse um pai, mamãe não estaria tão cansada.

Mas mamãe nunca tocou no assunto e ele não ousou perguntar.

A vovó não o deixava nem perguntar.

Ele pensava que seu pai devia ser um homem irresponsável, que tinha abandonado sua mamãe.

Matheus abraçou Natália.

- Eu te amo, mamãe.

Natália sentiu um calor a espalhar-se pelo seu coração, como se fosse uma fonte quente, envolvendo-a bem devagar.

Tudo valeu a pena. Ela estava satisfeita em ter dois filhos tão bonitinhos e compreensivos.

Ela beijou seu filho na bochecha.

- Mamãe também te ama.

Embora Fernanda cuide dos dois filhos durante o dia, Natália dormia com eles à noite.

Ela sempre dormia com as crianças.

Durante o dia, ela estava ocupada e tinha pouco tempo para as crianças, portanto, só podia passar algum tempo com eles à noite.

Ela lia histórias para eles.

As crianças se aconchegavam em seus braços, era a coisa mais feliz para Natália.

O melhor para os pais é estar perto de seus filhos.

Natália ia trabalhar e Matheus a seguia, dizendo que ele a protege e que ela não poderia recusar.

Natália não poderia dizer não.

- Eu só vou trabalhar, em que perigo posso estar? - Natália achou engraçado.

Ela era uma adulta que necessitava de proteção de uma criança?

- Não importa. - Matheus está tão insistente que quase disse, se aquele bastardo Jorge lhe intimidasse novamente?

Apesar de ser uma criança, ele tem uma mente adulta.

Natália teve que dizer sim e o levou para fora, enquanto Fernanda ficou em casa com Mariana.

Saíram de casa, Matheus entrou sozinho no carro, Natália ajudou ele a apertar o cinto de segurança, se levantou para fechar a porta. Ela estava prestes a sentar no banco do motorista quando notou um carro estacionado na beira da estrada, parecia que alguém ali a estava espionando.

Ela ficou alarmada, mas pensando que ela não tinha ofendido ninguém, talvez tivesse enganado?

Quem estaria a espionando em plena luz do dia?

Ela entrou no carro, sem pensar muito sobre isso.

Ela tomou café de manhã em casa, como ela costumava fazer, e foi de imediato para a Design LEO.

Por seu espelho retrovisor, Natália sem querer descobriu que o carro outrora estacionado estava de fato a seguindo.

As suas mãos agarraram o volante com força e se ela ainda não tivesse visto bem, que tal agora?

Ela estava preocupada, com o coração apertado.

Ela tinha que descobrir.

Estava menos cheio pela manhã, Natália não conseguia escapar do carro que a seguia.

Pensando muito, ela reduziu a velocidade para não colocar o seu filho em perigo, quando chegou à loja, já tinha passado meia hora e quase todos tinham chegado ao trabalho.

Ela saiu do carro e disse a Matheus para entrar na loja.

A loja estava cheia, por isso mesmo que as pessoas que a seguiam fossem más, não se atreveriam a entrar.

Depois de tratar do seu filho, Natália foi até o carro.

Ela gostaria de ver quem a estava seguindo.

E por que a seguia?

O carro, com o seu filme preto nas janelas para que Natália não pudesse ver quem estava lá dentro, ela bateu na janela.

Ninguém respondeu nem abaixou a janela.

Natália ficou em frente ao carro, perguntou:

- É engraçado, seguir-me até aqui, ser descoberto e agora esconder-se?

Dentro do carro, Lucas coçou a cabeça, ele veio para investigar o assunto. Estava com pressa, não tinha descansado bem naqueles dias, dormiu no carro ontem, não estava bem disposto e naquele estado foi descoberto por Natália.

Pôs as mãos sobre o rosto e esfregou-o com força, melhorando a aparência.

Ele abaixou a janela, sorriu e cumprimentou primeiro:

- Há quanto tempo que não a via.

Natália olhou para ele durante alguns segundos:

- Como poderia ser você?

Ela ficou surpresa.

Lucas sentiu-se inexplicavelmente culpado, esquivou-se.

- Certo...Vim aqui fazer um trabalho.

Natália zombou, ontem o Jorge esteve aqui e hoje, só por acaso, ele também estava aqui em negócios?

Haveria tal coincidência?

- Para que ele o mandou vir aqui? - Natália perguntou de forma direta, não queria andar com rodeios.

Lucas insistiu em não dizer nada.

Não se pode dizer que é uma investigação sobre ela, certo?

Ninguém gosta de ser investigado por questões de privacidade, certo?

- Quer que lhe telefono e pergunto eu? - A posição de Natália foi também firme.

A atitude de Natália o surpreendeu, ele não podia deixar de olhá-la dos pés à cabeça, quer fosse pela forma como falava ou pela sensação geral que ela transmitia, ela tinha mudado.

Tornou-se uma mulher.

Ela costumava ser apenas uma menininha.

Lucas coçou o cabelo:

- Isso, Presidente Marchetti só quer saber onde você vive.

Houve um momento de silêncio.

Natália virou e foi para a loja.

Parecia que ela tinha mesmo de se mudar da sua casa.

Ela não queria ser incomodada.

Em particular, não queria ser incomodada por Jorge!

- Sra. Natália… - Lucas queria explicar mais.

Natália não lhe deu a oportunidade e entrou de pronto na Design ELO.

Lucas fez beicinho, sentiu que, de alguma forma, estava a assumir a culpa pelos erros de outra pessoa.

Enquanto Natália estava pensando como sair daqui e se mudar para outro lugar.

No entanto, na cidade de Belo Mato em Santa Cruz,

Jorge foi convidado para jantar com a Família Werner.

Se Jorge não tivesse desistido do seu noivado, seria de certo agradável ter uma refeição juntos, fortalecendo a relação entre as duas famílias.

No entanto, foi convidado para jantar agora, seria um jantar mal-intencionado.

Mais cedo ou mais tarde, era inevitável que isso acontecesse, Jorge estava preparado.

Aline estava lindamente vestida e a Família Werner estava toda presente.

Incluindo Anderson, que estava sempre no exterior.

O salão brilhante estava bem animado.

Jorge veio de fato preto, contra a luz, em toda a sua glória.

Ao ver Jorge entrando, a expressão de Anderson mudou subitamente…

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